Thursday, June 29, 2006

Agora estou nu e toda a mentira me é impossível; agora estou nu e todas as palavras são inúteis; agora estou nu diante da imensidade e não posso ao mesmo tempo com o céu e o inferno. Este momento trágico, esta pausa, este horror em que cada um se vê na sua essência, em que cada ser se encontra sós a sós com a sua própria alma, reduzido sem artifícios à sua própria alma, só tem outro a que se compare, aquele em que cada um vê a alma dos outros.
Porque, por melhor ou pior que tenhamos julgado os outros, vimo-los sempre através de nós mesmos.

(...)

Raul Brandao

(que luxo, estes blogs que p'raqui andam que me fazem ler estas coisas boas.)