Saturday, October 24, 2009
Monday, October 12, 2009
Friday, July 31, 2009
não escrevo no blog há bués.
e há uma parte de mim que não gosta, e se zanga por isso, pela minha falta de disciplina, por andar a ler menos, provavelmente também andar a pensar menos.
há outra que pensa que é assim porque tenho quem me é querido por perto, e que por isso preciso de falar menos alto, menos world-wide-web. sim, tenho quem eu quero bem espalhado pelo mundo, mas sinto-os perto. sinto que ando a falhar pouco na tentativa de ter quem amo a saber de mim. sem precisar de ardinas cibernéticas a ajudar.
outra parte, ainda, pensa que estou tranquila e em paz e que por isso preciso menos de me arrumar, de escrever, dessas coisas.
outra pensa é que ando é a viver pouco, ando é pouco viva.
e é isto.
e há uma parte de mim que não gosta, e se zanga por isso, pela minha falta de disciplina, por andar a ler menos, provavelmente também andar a pensar menos.
há outra que pensa que é assim porque tenho quem me é querido por perto, e que por isso preciso de falar menos alto, menos world-wide-web. sim, tenho quem eu quero bem espalhado pelo mundo, mas sinto-os perto. sinto que ando a falhar pouco na tentativa de ter quem amo a saber de mim. sem precisar de ardinas cibernéticas a ajudar.
outra parte, ainda, pensa que estou tranquila e em paz e que por isso preciso menos de me arrumar, de escrever, dessas coisas.
outra pensa é que ando é a viver pouco, ando é pouco viva.
e é isto.
Monday, June 22, 2009
Friday, May 22, 2009
Wednesday, May 20, 2009
Tuesday, May 19, 2009
Thursday, April 30, 2009
Saturday, March 21, 2009
Tuesday, March 17, 2009
Il Papa ha ricordato che la chiesa cattolica fa tanto in Africa contro l'Aids. "E' una tragedia che non si può superare solo con i soldi, non si può superare con la distribuzione di preservativi, che anzi aumentano i problemi". (la repubblica)
.
muitas coisas na minha cabeça:
1. mas este senhor tem noção das consequências dos seus actos?
2. grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr. tamanha tolice cretinice e outras coisas acabadas em ice.
3. pq é que a notícia do público quase nem refere estas afirmações?
2. grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr mesmo grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr grrrrrrrrrrrrrrrrrr.
.
muitas coisas na minha cabeça:
1. mas este senhor tem noção das consequências dos seus actos?
2. grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr. tamanha tolice cretinice e outras coisas acabadas em ice.
3. pq é que a notícia do público quase nem refere estas afirmações?
2. grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr mesmo grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr grrrrrrrrrrrrrrrrrr.
Friday, March 13, 2009
Thursday, March 05, 2009
Tuesday, March 03, 2009
Wednesday, February 18, 2009
Friday, February 13, 2009
Tuesday, February 10, 2009
(descobri isto escrito no meu caderno)
hoje engoli a raiva e calei. e a melhor parte foi descobrir que a raiva, quando ignorada, não vira azedume. vira paz.
hoje engoli a raiva e calei. e a melhor parte foi descobrir que a raiva, quando ignorada, não vira azedume. vira paz.
eu não me posso esquecer que...
Humour has been claimed to reduce pain, anxiety, depression, and stress; to reduce blood pressure; to enhance humoral (no pun intended) immune responses; and to improve coping with death and dying. Indeed, the association of humour and medicine has a long history: in the medieval commedia dell'arte puppet theatre the doctor appeared alongside the clown and the ballerina… John B Ziegler Associate Professor of Paediatrics University of New South WalesDepartment of Immunology, Sydney Children's Hospital in MJA 1999; 171: 579-580 (citado por sua vez pela paracuca)
ontem pensei que este trabalho me consome a alegria.
não pode ser.
portanto
a) ou mudo de trabalho (alguém tem propostas? estou sempre à espera que me caia tudo no colo, bem sei...)
b) mudo eu e aprendo a não me deixar consumir.
não pode ser.
portanto
a) ou mudo de trabalho (alguém tem propostas? estou sempre à espera que me caia tudo no colo, bem sei...)
b) mudo eu e aprendo a não me deixar consumir.
Monday, February 09, 2009
Wednesday, January 28, 2009
Tuesday, January 27, 2009
fogo, o Obama dá-me esperança
"The success of our economy has always depended not just on the size of our gross domestic product, but on the reach of our prosperity; on the ability to extend opportunity to every willing heart -- not out of charity, but because it is the surest route to our common good."
"we cannot help but believe that the old hatreds shall someday pass; that the lines of tribe shall soon dissolve; that as the world grows smaller, our common humanity shall reveal itself."
"To those leaders around the globe who seek to sow conflict or blame their society's ills on the West, know that your people will judge you on what you can build, not what you destroy."
"And to those nations like ours that enjoy relative plenty, we say we can no longer afford indifference to the suffering outside our borders, nor can we consume the world's resources without regard to effect. For the world has changed, and we must change with it."
"Less measurable, but no less profound, is a sapping of confidence across our land; a nagging fear that America's decline is inevitable, that the next generation must lower its sights.
Today I say to you that the challenges we face are real, they are serious and they are many. They will not be met easily or in a short span of time. But know this (...)They will be met."
"we cannot help but believe that the old hatreds shall someday pass; that the lines of tribe shall soon dissolve; that as the world grows smaller, our common humanity shall reveal itself."
"To those leaders around the globe who seek to sow conflict or blame their society's ills on the West, know that your people will judge you on what you can build, not what you destroy."
"And to those nations like ours that enjoy relative plenty, we say we can no longer afford indifference to the suffering outside our borders, nor can we consume the world's resources without regard to effect. For the world has changed, and we must change with it."
"Less measurable, but no less profound, is a sapping of confidence across our land; a nagging fear that America's decline is inevitable, that the next generation must lower its sights.
Today I say to you that the challenges we face are real, they are serious and they are many. They will not be met easily or in a short span of time. But know this (...)They will be met."
Tuesday, January 20, 2009
it's the final countdownnn (tururu-ru tururururu)
(e há quem esteja a fazer festas por isso. no mundo inteiro. para saber a mais próxima de ti, vai a...)
Thursday, January 15, 2009
Tuesday, January 13, 2009
Friday, January 09, 2009
Livro fechado
Era uma vez um livro. Um livro fechado. Tristemente fechado. Irremediavelmente fechado.
Nunca ninguém o abrira nem sequer para ler as primeiras linhas da primeira página das muitas que o livro tinha para oferecer.
Quem o comprara trouxera-o para casa e, provavelmente insensível ao que o livro valia, ao que o livro continha, enfiara-o numa prateleira, ao lado de muitos outros.
Ali estava. Ali ficou.
Um dia, mais não podendo, queixou-se:
— Ninguém me leu. Ninguém me liga.
Ao lado, um colega disse:
— Desconfio que, nesta estante, haverá muitos outros como tu.
— É o teu caso? — perguntou, ansiosamente, o livro que nunca tinha sido aberto.
— Por sinal, não — esclareceu o colega, um respeitável calhamaço. — Estou todo sublinhado. Fui lido e relido. Sou um livro de estudo.
— Quem me dera essa sorte — disse outro livro ao lado, a entrar na conversa. — Por mim só me passaram os olhos. Página sim, página não… Mas, enfim, já prestei para alguma coisa.
— Eu também — falou, perto deles, um livrinho estreito. — Durante muito tempo, servi de calço a uma mesa que tinha um pé mais curto.
— Isso não é trabalho para livro — estranhou o calhamaço.
— À falta de outro… — conformou-se o livro estreitinho.
Escutando os seus companheiros de estante, o livro que nunca fora aberto sentiu uma secreta inveja. Ao menos, tinham para contar, ao passo que ele… Suspirou.
Não chegou ao fim do suspiro, porque duas mãos o foram buscar, ao aperto da prateleira. As mãos pegaram nele e poisaram-no sobre uns joelhos.
— Tem bonecos esse livro? — perguntou a voz de uma menina, debruçada para o livro, ainda por abrir.
— Se tem! Muitos bonecos, muitas histórias que eu vou ler-te — disse uma voz mais grave, a quem pertenciam as mãos que escolheram o livro da estante.
Começou a folheá-lo, e enquanto lhe alisava as primeiras páginas, foi dizendo:
— Este livro tem uma história. Comprei-o no dia em que tu nasceste. Guardei-o para ti, até hoje. É um livro muito especial.
— Lê — pediu a voz da menina.
E o pai da menina leu. E o livro aberto deixou que o lessem, de ponta a ponta.
Às vezes vale a pena esperar.
António Torrado
(se eu soubesse contar histórias, era esta que contava mais vezes)
Thursday, December 18, 2008
Wednesday, December 17, 2008
Tuesday, December 16, 2008
Carta de P., um amigo grego
Dear all,
Over the past few days, you may have watched the news about the widespread riots in Athens and other Greek cities, which were sparked by the killing of a 15-year old boy by a police officer.
Now, I’m fairly sure most of you, quite understandably, don’t care that much about the social problems of Greece.
But, on the other hand, I’m quite sure you do care about the quality of news you get from the rest of the world.
And, if this quality is reflected at all in recent “analyses” of the situation in respected international media, like Malcolm Brabant’s in BBC Online or John Carr’s in The Times, it is frustratingly low indeed.
Reading either of these pieces, one would form the idea that recent events are based on a vague “historical” propensity of Greeks to rebel against authority –as if the furious demonstrators and the Molotov cocktails thrown at police stations over the past few nights are somehow directly linked to the war culture of the Spartans, or even –according to Mr Carr’s informed opinion- to the Trojan wars.
Alas, apart from The Land Of Stereotype, there is a place called the real world.
And, in this world, Greek police can get away, literally, with murder. Time, and time, again. They can beat immigrants in police stations, without anyone being charged or detained. They are allowed, indeed encouraged, to nurture an attitude towards citizens based on force and suppression.
In this world, Greece suffers chronically from a deeply corrupt political and economic elite, which over the last few years has been constantly mired in scandals involving public money and even public land; but unashamedly refuses to even apologize, let alone accept reform.
In this world, virtually every Greek under 25 knows that he or she belongs to what has been widely termed “The 700-Euro generation”; the first generation after WWII growing up with the firm knowledge that they will be worse off than their parents. A generation with little prospect for a better future, and even less hope for it.
It is in this world –and not the one of archaeologically-inclined commentators- that a single bullet can set alight a rage that has been steadily building up for years; and, on a cautiously positive note, begin a much-needed public soul searching of a whole country.
Of course, there is no point in asking you to do something about this. But there is a point in asking you to do something.
Next time you read about “senseless riots” in another country, please do pause for a moment to think of the things the journalistic eye fails to catch.
And please do remember that people don’t burn their own cities just because they have a bad national temper.
Thank you for your attention and have a happy new year.
Over the past few days, you may have watched the news about the widespread riots in Athens and other Greek cities, which were sparked by the killing of a 15-year old boy by a police officer.
Now, I’m fairly sure most of you, quite understandably, don’t care that much about the social problems of Greece.
But, on the other hand, I’m quite sure you do care about the quality of news you get from the rest of the world.
And, if this quality is reflected at all in recent “analyses” of the situation in respected international media, like Malcolm Brabant’s in BBC Online or John Carr’s in The Times, it is frustratingly low indeed.
Reading either of these pieces, one would form the idea that recent events are based on a vague “historical” propensity of Greeks to rebel against authority –as if the furious demonstrators and the Molotov cocktails thrown at police stations over the past few nights are somehow directly linked to the war culture of the Spartans, or even –according to Mr Carr’s informed opinion- to the Trojan wars.
Alas, apart from The Land Of Stereotype, there is a place called the real world.
And, in this world, Greek police can get away, literally, with murder. Time, and time, again. They can beat immigrants in police stations, without anyone being charged or detained. They are allowed, indeed encouraged, to nurture an attitude towards citizens based on force and suppression.
In this world, Greece suffers chronically from a deeply corrupt political and economic elite, which over the last few years has been constantly mired in scandals involving public money and even public land; but unashamedly refuses to even apologize, let alone accept reform.
In this world, virtually every Greek under 25 knows that he or she belongs to what has been widely termed “The 700-Euro generation”; the first generation after WWII growing up with the firm knowledge that they will be worse off than their parents. A generation with little prospect for a better future, and even less hope for it.
It is in this world –and not the one of archaeologically-inclined commentators- that a single bullet can set alight a rage that has been steadily building up for years; and, on a cautiously positive note, begin a much-needed public soul searching of a whole country.
Of course, there is no point in asking you to do something about this. But there is a point in asking you to do something.
Next time you read about “senseless riots” in another country, please do pause for a moment to think of the things the journalistic eye fails to catch.
And please do remember that people don’t burn their own cities just because they have a bad national temper.
Thank you for your attention and have a happy new year.
Wednesday, November 26, 2008
Friday, November 14, 2008
Wednesday, November 12, 2008
Monday, November 10, 2008
Tuesday, October 14, 2008
Friday, October 10, 2008
Monday, October 06, 2008
Porque é mesmo importante
O amor, como improbabilidade que é, só pode ser assunto prioritário. O encontro entre duas pessoas, no momento preciso em que estão disponíveis para se encontrar deve ser respeitado e festejado da forma que os sujeitos da história o desejarem fazer. Pelas premissas expostas só posso defender o casamento entre pessoas do mesmo sexo, se essa for a sua vontade, então:
Todos às Flash Mobs.
O que é?
É uma multidão de pessoas, num sítio público, que realiza uma acção previamente combinada, e que deve dispersar por completo após a realização do proposto.
O que devemos fazer?
Levar uma folha em branco e uma caneta. Às 19h30, escrevemos na folha em branco "Acesso ao Casamento Civil", e de seguida, erguemos a folha para que todas e todos a possam ler. Ao fim de um minuto, é urgente dispersar, como se nada tivesse acontecido.
1ª Flash Mob, quinta-feira , 2 de Out, às 19h30, junto à saída do Metro Baixa/Chiado em frente à pastelaria A Brasileira.
2ª Flash Mob, quarta-feira, 8 de Out, às 19h30, na Praça do Rossio, junto à estátua, onde foram muitos homossexuais castigados publicamente.
( http://www.paracucaginguba.blogspot.com/ - subscrevo)
Todos às Flash Mobs.
O que é?
É uma multidão de pessoas, num sítio público, que realiza uma acção previamente combinada, e que deve dispersar por completo após a realização do proposto.
O que devemos fazer?
Levar uma folha em branco e uma caneta. Às 19h30, escrevemos na folha em branco "Acesso ao Casamento Civil", e de seguida, erguemos a folha para que todas e todos a possam ler. Ao fim de um minuto, é urgente dispersar, como se nada tivesse acontecido.
1ª Flash Mob, quinta-feira , 2 de Out, às 19h30, junto à saída do Metro Baixa/Chiado em frente à pastelaria A Brasileira.
2ª Flash Mob, quarta-feira, 8 de Out, às 19h30, na Praça do Rossio, junto à estátua, onde foram muitos homossexuais castigados publicamente.
( http://www.paracucaginguba.blogspot.com/ - subscrevo)
Friday, September 19, 2008
Monday, September 15, 2008
"those under 25 looking for a job are three times more likely to be unemployed than those aged between 25 and 64."
OUCH
OUCH
Friday, September 12, 2008
Thursday, September 11, 2008
Wednesday, September 10, 2008
Thursday, September 04, 2008
citação
Dos defeitos! (fogo fogo fogo, esta sou mesmo eu. ufff não tê-lo escrito eu!)
"Se me perguntassem um dia quais os maiores dos meus defeitos, iam dar-me muito trabalho, porque me obrigariam a estar durante umas mil horas sentada (sou hiperactiva e estar sentada dói) e a gastar duas resmas de papel (pouco ecológico lindinhos!). Posso jurar-vos que não escreveria baboseiras tontas como "sou muito inocente", "confio demasiado nos outros" ou "gosto demais das pessoas", seriam defeitos à séria, daqueles que enervam, incomodam e, por vezes chegam a causar dano.
Há um defeito, no entanto, que me parece digno de destaque, por não ser bem um defeito mas antes uma avaria. Falo demais. Por demais entenda-se um excesso que só pode ser ilustrado por um débito de palavras que ocorre com a mesma velocidade a que uma metralhadora descarrega munições! Não que tenha sempre coisas interessantes para dizer, muito pelo contrário, é porque pura e simplesmente não consigo parar de falar. Pior acampanho esta incontinência verbal de gestos igualmente exagerados que já levaram muito coleguinha meu a pensar numa epilepsia. Overacting some people say.
Quem lê este blogue sabe que nasci em Angola, numa altura conturbada, onde, até os lençóis onde a minha querida mãe se deitou foram levados de casa. Os cuidados perinatais estavam longe de qualquer dignidade humana e por isso as senhoras da maternidade, mázonas, deixaram-me avariar ou então esqueceram-se de ver se estavam lá as peças todas e repor as que faltavam.
Então meus doces amigos não falo muito porque sou chata, falo muito, porque me faltam peças. Faltam-me, mais especificamente, o travão da língua e o filtro do cérebro. Por isso é que me estam sempre a sair estas coisas sem sentido pelo caminho da boca."
"Se me perguntassem um dia quais os maiores dos meus defeitos, iam dar-me muito trabalho, porque me obrigariam a estar durante umas mil horas sentada (sou hiperactiva e estar sentada dói) e a gastar duas resmas de papel (pouco ecológico lindinhos!). Posso jurar-vos que não escreveria baboseiras tontas como "sou muito inocente", "confio demasiado nos outros" ou "gosto demais das pessoas", seriam defeitos à séria, daqueles que enervam, incomodam e, por vezes chegam a causar dano.
Há um defeito, no entanto, que me parece digno de destaque, por não ser bem um defeito mas antes uma avaria. Falo demais. Por demais entenda-se um excesso que só pode ser ilustrado por um débito de palavras que ocorre com a mesma velocidade a que uma metralhadora descarrega munições! Não que tenha sempre coisas interessantes para dizer, muito pelo contrário, é porque pura e simplesmente não consigo parar de falar. Pior acampanho esta incontinência verbal de gestos igualmente exagerados que já levaram muito coleguinha meu a pensar numa epilepsia. Overacting some people say.
Quem lê este blogue sabe que nasci em Angola, numa altura conturbada, onde, até os lençóis onde a minha querida mãe se deitou foram levados de casa. Os cuidados perinatais estavam longe de qualquer dignidade humana e por isso as senhoras da maternidade, mázonas, deixaram-me avariar ou então esqueceram-se de ver se estavam lá as peças todas e repor as que faltavam.
Então meus doces amigos não falo muito porque sou chata, falo muito, porque me faltam peças. Faltam-me, mais especificamente, o travão da língua e o filtro do cérebro. Por isso é que me estam sempre a sair estas coisas sem sentido pelo caminho da boca."
Friday, August 29, 2008
ó pá ó pá acho que perdi a paciência para ordenar as fotografias uff ufff
madrid (exposição máquina e alma, no rainha sofia a não perder, sr. zé b)
porto com direito a mercado do bulhão -que me lembrou TANTO! a turquia e os seus bazares - , viagem de comboio ( a jogar bang!, claro!)
botões
espera no aeroporto em madrid
com direito aos candeeiros
espelhos
street art (que clássico!)
torre dos clérigos
sombras e mais sombras
e parafusos (sem ser para cotovelos)
etc etc etc
Sunday, August 10, 2008
Wednesday, July 30, 2008
Monday, July 21, 2008
Tuesday, July 15, 2008
Mas expliquem-me lá:
Ser adulto e crescer é:
a) Aprender a viver com a injustiça (also known as comer e calar)
b) Não ceder às injustiças (e não sou a ser estóica e altruísta, estou mesmo só a pensar nas merdinhas injustas que acontecem comigo) e tentar mudar isto.
É que juro a pé juntos que tenho tentado aprender, tenho tentado entrar neste mundo dos adultos sem perder a força, mas fica mais difícil, às vezes.
Este post também poderia ser assim:
Ainda não sei equilibrar-me entre não ser impulsiva e querer mudar o que acho que está mal.
Ou:
Quando é que vou aprender separar o que é importante do que é acessório?
Ou:
Mudo eu ou muda o mundo?
Ou:
Estou cansada.
Ou:
Estou à espera de ser feliz neste emprego. Vai acontecer?
Ser adulto e crescer é:
a) Aprender a viver com a injustiça (also known as comer e calar)
b) Não ceder às injustiças (e não sou a ser estóica e altruísta, estou mesmo só a pensar nas merdinhas injustas que acontecem comigo) e tentar mudar isto.
É que juro a pé juntos que tenho tentado aprender, tenho tentado entrar neste mundo dos adultos sem perder a força, mas fica mais difícil, às vezes.
Este post também poderia ser assim:
Ainda não sei equilibrar-me entre não ser impulsiva e querer mudar o que acho que está mal.
Ou:
Quando é que vou aprender separar o que é importante do que é acessório?
Ou:
Mudo eu ou muda o mundo?
Ou:
Estou cansada.
Ou:
Estou à espera de ser feliz neste emprego. Vai acontecer?
Tuesday, July 08, 2008
é só a mim que faz medo, isto?*
Recenseamento étnico já começou
Ficha do Governo italiano para ciganos tem espaços para impressões digitais, etnia e religião
Ficha do Governo italiano para ciganos tem espaços para impressões digitais, etnia e religião
08.07.2008 - 12h56 PÚBLICO
As fichas policiais que cerca de 600 ciganos com mais de 14 anos já tiveram de preencher em Itália contêm campos para a indicação da “etnia” e da “religião”, além de espaço para as impressões digitais.
Associações ciganas italianas consideraram entretanto que está em curso uma “vergonhosa política de acossamento” e a comunidade judaica no país insistiu em que os métodos do Governo nesta fase inicial do censo Maroni (o ministro do Interior) são “inquetantemente parecidos” com os utilizados em 1938 antes de o governo de Benito Mussolini promulgar leis racistas, segundo conta o correspondente do diário “El País” em Itália.
Roberto Maroni, ministro do Interior do Governo de direita de Silvio Berlusconi, anunciara no mês passado que quer enviar as forças de segurança aos campos para recolher impressões, no âmbito do plano do Governo contra a criminalidade e a imigração ilegal. “Também vamos tirar impressões dos menores para evitar fenómenos como a mendicidade”, justificou.
* a.k.a. o ditado grego é que tem razão “a história só nos ensina que a história não nos ensina nada”
Monday, June 30, 2008
Thursday, June 26, 2008
UaU UaU UaU







o sérgio.pt (Será que sabes que é assim que te tenho na memória?) deu-me a banda sonora deste filme. fiquei apaixonada, mesmo a sério, e roída por ver o filme. e ontem, finalmente!, vi. e depois destes anos de espera percebi que foi mesmo bom viver com aquela música na pele, aqui, aqui e aqui (diz o roman duris a apontar para a o braço, o coração, a cabeça, e eu copio-lhe o gesto) e depois, só depois, ver o filme. obrigada, sérgio.
Tuesday, June 24, 2008
ora expliquemos (a.k.a. faça corresponder a legenda à imagem)
weekend em peniche
caldas da rainha, à busca do serviço de pratos PER-FEI-TO (found it!)
qu'é isto?
torre de belém
torre de belém again
e again
jantar de até-aqui-a-menos-de-um-mês-do-paetta
à espera do comboio (pela primeira vez na vida!) para ir à praia
ASSINEI O CONTRATOOOOOOOOOOOOOOOOO (o da casa, o da casa...do outro continuo à espera)
caldas da rainha de novo, mas desta vez à procura de suspiros
evvivva!
a surpresa da irmã do matia
oh-pá-que-legenda-vou-dar-a-um-stencil-de-um-budista?
tia-prima-amiga versão dread
michele, matia e lisboa
primo versão heavy metal
E.T. em lisboa
viagem a marrocos na linha
SHANÃM! alentejo
matia gasta energia negativa contra clown
é agora que vai saltar a heidi por detrás de uma árvore?
o que é que eu hei-de fazer, eu cá gosto do galo de barcelos
e flor de jacarandá para a 'nha mãe
cerveja e ponto final
em abril, saí à rua
lisboa menina e moça
caldas da rainha, à busca do serviço de pratos PER-FEI-TO (found it!)
qu'é isto?
torre de belém
torre de belém again
e again
jantar de até-aqui-a-menos-de-um-mês-do-paetta
à espera do comboio (pela primeira vez na vida!) para ir à praia
ASSINEI O CONTRATOOOOOOOOOOOOOOOOO (o da casa, o da casa...do outro continuo à espera)
caldas da rainha de novo, mas desta vez à procura de suspiros
evvivva!
a surpresa da irmã do matia
oh-pá-que-legenda-vou-dar-a-um-stencil-de-um-budista?
tia-prima-amiga versão dread
michele, matia e lisboa
primo versão heavy metal
E.T. em lisboa
viagem a marrocos na linha
SHANÃM! alentejo
matia gasta energia negativa contra clown
é agora que vai saltar a heidi por detrás de uma árvore?
o que é que eu hei-de fazer, eu cá gosto do galo de barcelos
michela e eu
filmagem videoclip com chuva
eusébio com bacalhau (é mesmo verdade...!)
everybody's gone surfinge flor de jacarandá para a 'nha mãe
cerveja e ponto final
em abril, saí à rua
lisboa menina e moça
Friday, May 30, 2008
Thursday, May 29, 2008
Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.
Alberto Caeiro
(tenho saudades de ler mais. e este fim-de-semana a feira do livro -se não estiver a chover- não me escapa)
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.
Alberto Caeiro
(tenho saudades de ler mais. e este fim-de-semana a feira do livro -se não estiver a chover- não me escapa)
Wednesday, May 28, 2008
acho que descobri que as minhas saudades são egoístas. ou talvez não sejam egoístas, mas centro-as em mim. tenho saudades das pessoas porque me fazem falta, porque me faz falta a ajuda delas.
faz-me falta o meu sobrinho (deviamos ter patenteado o nome dele, proliferam martins nesta cidade, quais cogumelos...) porque quando estou com ele o mundo parece mais arrumado. aliás, está mais arrumado.
faz-me falta a minha irmã maria, para me arrumar a cabeça, as ideias, o futuro.
e a minha irmã luísa, que mal se meteu no avião, me apertaram as saudades, para me lembrar dos semáforos verdes, que sou eu, mas que às vezes não.
faz-me falta a minha mais-que-tudo tili bacalhau, e do "não faz mal pensar-se imenso quando se sente igualmente".
e faz-me falta os odiosos dias no público.pt, só para a hora de almoço, a quiche de espinafres, eu a transbordar de coragem, depois dessa injecção tão preciosa.
e faz-me falta a minha avó, para perceber quão parecidas somos.
e faz-me falta a Olcay, para se rir dos meus disparates.
e faz-me falta a pizza do Da Andrea.
e faz-me falta o Flip, de vidro de carro estragado, e concerto em mafra, e promessas de ida à ericeira eternamente adiadas.
e não quero que isto seja uma lista de nostalgias, de saudades, de amizades.
nada disso.
é só que me dei conta que a pensar nas saudades, só penso em mim.
não devia ser assim, pois não?
faz-me falta o meu sobrinho (deviamos ter patenteado o nome dele, proliferam martins nesta cidade, quais cogumelos...) porque quando estou com ele o mundo parece mais arrumado. aliás, está mais arrumado.
faz-me falta a minha irmã maria, para me arrumar a cabeça, as ideias, o futuro.
e a minha irmã luísa, que mal se meteu no avião, me apertaram as saudades, para me lembrar dos semáforos verdes, que sou eu, mas que às vezes não.
faz-me falta a minha mais-que-tudo tili bacalhau, e do "não faz mal pensar-se imenso quando se sente igualmente".
e faz-me falta os odiosos dias no público.pt, só para a hora de almoço, a quiche de espinafres, eu a transbordar de coragem, depois dessa injecção tão preciosa.
e faz-me falta a minha avó, para perceber quão parecidas somos.
e faz-me falta a Olcay, para se rir dos meus disparates.
e faz-me falta a pizza do Da Andrea.
e faz-me falta o Flip, de vidro de carro estragado, e concerto em mafra, e promessas de ida à ericeira eternamente adiadas.
e não quero que isto seja uma lista de nostalgias, de saudades, de amizades.
nada disso.
é só que me dei conta que a pensar nas saudades, só penso em mim.
não devia ser assim, pois não?
Tuesday, May 27, 2008
Monday, May 19, 2008
Friday, May 09, 2008
Friday, May 02, 2008
Tuesday, April 15, 2008
a greta é que tem razão: hoje itália faz-me um bocadinho menos falta.
Thursday, April 10, 2008
Tuesday, April 08, 2008
Friday, April 04, 2008
Thursday, April 03, 2008
Friday, March 28, 2008
ontem estive em missão*.
não é fixe?
*na verdade estive no algarve a fazer uma sessão de esclarecimento sobre Leonardo da Vinci, mas chama-se "em missão"
Monday, March 24, 2008
Monday, March 17, 2008
Tuesday, March 11, 2008
Monday, March 10, 2008
Wednesday, March 05, 2008
Monday, March 03, 2008
uff.
aborreço-me no trabalho.
não tenho autonomia, não consigo saber o que fazer, e aborreço-me.
aborreço-me mesmo.
aborreço-me no trabalho.
não tenho autonomia, não consigo saber o que fazer, e aborreço-me.
aborreço-me mesmo.
Saturday, February 23, 2008
faço parte da esmagadora minoria de pessoas com um curso superior em Portugal.
só 13% dos portugueses têm um curso superior.
toma lá, óh snobzinha janeca.
e queixa-te menos.
só 13% dos portugueses têm um curso superior.
toma lá, óh snobzinha janeca.
e queixa-te menos.
Tuesday, February 19, 2008
isto de ser adulto não é mau de todo.
mas eu cá não percebo como é que os adultos desorganizados (sobretudo na gestão do seu tempo) sobrevivem.
porque eu, senhora mega-orgamizada, começo a ver as 24h do dia a encurtar-se.
yacks.
Thursday, February 07, 2008
das nove às cinco
é das nove às cinco de um dia agitado
vai ser sempre assim com nestum sempre a teu lado
vida de adulto tem tanto p'ra aprender
jogos risos brincadeiras
e trabalhos pra fazeeeer
das nove às cinco.
é das nove às cinco de um dia agitado
vai ser sempre assim com nestum sempre a teu lado
vida de adulto tem tanto p'ra aprender
jogos risos brincadeiras
e trabalhos pra fazeeeer
das nove às cinco.
Wednesday, January 23, 2008
immagine a reti unificate
Foto di famiglia in un interno.Da sinistra a destra: Luca, Janeca, Matia, Daniele. Matia saluta con la mano. Janeca ha il suo astuccio, finalmente.(fotografia de família de um interno. da esquerda para a direita: Luca, Janeca, Matia, Daniele. O Matia saúda com a mão. A Janeca tem, finalmente, o seu estojo.)
Monday, January 21, 2008
Tuesday, January 15, 2008
Tuesday, January 08, 2008
propósitos de ano novo
este ano não pedi nada, não pensei em nada que queria mudar, não jurei comer menos e melhor, fazer mais desporto, aprender a ser tolerante, a controlar a impulsividade, a dar mais aos pobres, a pedir a paz do mundo, nada essas coisas todas.
nadinha de nada.
estou bem e não me fez sentido pôr a fazer contas à vida. tomo decisões sobre mim, sobre o que quero de mim e do mundo quando faz sentido. não quando o último dígito da data muda e eu deveria querer mudar também.
Wednesday, December 26, 2007
Friday, December 14, 2007
HO HO HO
(*está a chegar o natal. não dá para actualizar o blog, é natal, quero aproveitar cada segundo!)
(cioè * arriva il natale. non ce la faccio ad aggiornare il blog. voglio godere ogni sigolo secondo!)












