Wednesday, June 14, 2006

"sendo assim, e tendo transformado a experiencia da reclusao radical numa existencia solitaria rica e plena, por que motivo havia, inesperadamente e sem mais nem menos, de me sentir sò, privado? mas privado de que? o que passou, passou. nao é possivel abrandar o rigor, desfazer as renuncias. sò, privado de que, precisamente? é simples: daquilo por que adquirira uma aversao. daquilo a que virara as costas. de vida. do envolvimento com a vida"

Philip Roth - A mancha humana